domingo, 19 de setembro de 2010

Sou covarde...

"E me pergunto se existe sentido sentir falta do que nunca cheguei a ter

Se faz sentido te querer tanto mesmo não sabendo quem é você

Me pergunto se um dia você vai mesmo aparecer

Me contento em te admirar, mas isso não deveria bastar

Você se aproximou e eu fugi

É, eu sou fraca, sou covarde quando se trata da realidade

Eu sofro apenas respirando, mas agora sei que meu sofrer deve ser apenas inventado

Acho que fujo do real sofrimento da vida

Da real dor do sentimento não entendido, do amor não correspondido...

Do amor, que mesmo tão belo, tem tantos defeitos...

Eu fujo, fujo da realidade, vivo em meu mundo, onde tenho o controle de tudo, onde tudo é ilusão, é amor, é poesia...é paixão...

Espero um dia me libertar dessa ilusória prisão"

Eis o que me define:

"Não há um início, não existe um fim

Sou a sensatez, a inteligência

A preguiça, a estupidez

Sou amiga, sou o que te machuca

Sou confusa, sou certa, sou como nunca serei

Sou a mudança, sou a permanência do imutável

Sou conquistada, não goste de mim, não é saudável

Te conquisto, me odeie, vou te fazer sofrer

Não me corresponda e me terá

Cuidado ao me incentivar

Me queira como amiga, não me julgue sem me ouvir por horas

Não ache que me conhece só por me agüentar por dias

Eu não me conheço, não te conheço

Não te amo, nem te odeio, te admiro, isso garanto

Me esqueça, pois eu te esquecerei

Me ame, pois te recompensarei

Me beije, mas não se apegue

Me ouça, mas duvide

Confie, mas jamais ache que tem certeza

Se afaste se não suporta a ilusão, a poesia, a coisa sem noção..."