quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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E eu não aprendo... não aprendo a ser eu e mais ninguém...talvez tenha que parar de me procurar...

Me apego a um personagem, a uma arte, a um jeito de falar, me procuro onde não estou e cismo que me encontrei, me entrego e é tudo tão intenso, que chego a realmente acreditar, depois me acho mais perdida que antes, mais dúvidas e medos foram acrescentados em mim, mais mentiras foram contadas a minha alma...ela chora quando de repente se vê fora do caminho novamente...E meu coração já perdeu as forças e não sabe o que fazer pra me ajudar...E é inevitável esperar te encontrar, se é que você está mesmo em algum lugar. Meu amor, apareça e diga que me ama mesmo desse jeito complexo e confuso que sou e mostre que me conhece melhor que ninguém, e me ajude a me encontrar nessa confusão de “eus” que habitam em mim. Tente me aceitar, me descobrir, desvendar...ou apenas me deixe saber que é possível alguém verdadeiramente me amar.

E percebo que um dos meus “eus” me domina, aquele que teima em acreditar no caminho que eu mostrar, ele não me deixa desviar, mesmo eu percebendo que não dará em nenhum lugar, ele me guia com intensidade e faz eu me deixar levar, por esse “eu” que gosta tanto de mudar e se enfeitar...E eu tento me libertar, dessa parte em particular, que insiste em me comandar, então eu me sinto vazia mais uma vez ao sair de nenhum lugar, me sinto perdida e tento me acalmar, mas lá vem esse meu “eu” de fases começar a inventar, uma nova vida, algo pra eu sonhar...

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